quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mara’s as voltas com o Prego-Ponta-Cabeça

Das revoluções tecnológicas, seus novos conceitos e sua liquidez moderna. Esse foi o tema que fluiu de uma resenha animada entre pais preocupados e atentos ao futuro, onde esse futuro está inserido o bem mais precioso: nossos filhos.
Nós pais, ascendentes a modernos somos muitas vezes pagadores de “micos”, e para acompanhar os nossos desbravadores da velocidade temos que nos munir de ferramentas necessárias para desvendar códigos, e é assim que momentos de encontros como esses são necessários para conhecer o mundo novo, mundo de relações de bolso” expressão usada no livro Amor Líquido de Bauman, para se referir a instantaneidade de como elas acontecem e dissolvem-se.
E das inovações, velocidades, moldagens, redes, domínio das moléculas, no meio do caminho, não uma pedra como frisou Drummond, mas um prego de ponta e cabeça, resistente a tudo isso, imutável ao tempo, assim defendeu um amigo.
De todas as “viagens” intituladas lunáticas ou não, essa foi sem dúvida a mais irreverente da noite, o p r e g o como tema principal, o ator central roubando a cena das nossas crianças no mundo da invisibilidade, deixando-as como coadjuvantes apenas hahahahahahaha me divertem muito noites assim... Mesmo depois, já em minha caminha, na penumbra do meu quarto, fiquei a remoer palavras, gestos, cenas hilárias e cada defesa empolgada ao prego. Como um simples prego pode ter tanta importância? Defendido com veemência, como só um doutorando no ápice de sua defesa, se empolga em minúcias daquilo que ele conhece tão bem. O prego é mesmo ”O PREGO” e todos concordamos com a defesa acalorada, estávamos mesmo atônitos em nos descobrir leigos e até insensíveis diante de tão inusitado assunto, sinceramente nunca havia pensado num prego dessa forma tão minuciosa. E enquanto nossas crianças entravam e saiam de suas brincadeiras, nós em círculo esmiuçando o prego não sentíamos o tempo passar...
O prego foi mesmo o prato principal da noite, defendido positivamente como um herói que resistiu a teia da tecnologia, perpassando por tempos de transformação sem deixar de ser apenas um prego. “E não me venha com churumelas”, faltou essa frase famosa no final do discurso que com certeza teria nos dado o prazer de boas risadas.


Autora: Rubia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O contra ataque da ninja

Pense como deve ser trabalhoso ser uma ninja com suas tantas ações guerreiras, ter que saber usar o caminho sempre silenciosamente, pisando devagar, sem nem um mísero som no assoalho. E os seus poderes? Ahhhhhhhhhh seus poderes, recheados de muitas técnicas e mistérios. Quem já não sonhou em algum momento ser uma ninja? surgindo do nada, tendo como pano de fundo apenas uma fumaça, que pode ser de qualquer cor, o que vale mesmo é a emoção de ser... Ninja. Fico pensando em coisas assim, no contexto ou fora dele, mas pensando, porque pensando posso construir coisas, mesmo as não palpáveis tomam forma, é só ter o poder da imaginação, ai não precisa ser ninja, nem estar ninja, nem ter desejo ninja, é só fechar os olhos, ou não... Posso deixá-los bem abertos também pra me deixar levar na aventura de ser...
Com tudo isso, pretendo mesmo é confabular travessuras em dias amenos á sombra de grandes árvores e relembrar gargalhadas soltas e pensamentos velados, regados a muitos brinquedos e ao som de passarinhos. Dias assim, aparentemente normais, mas prazerosos, enriquecedores mesmos, dias da ninja se revelar e descobrir pessoas em flor, interessantes e com muito pra contar e acrescer. E o que é da natureza ninja nesses dias livres é o risco em pisar em folhagens secas pretendendo ser silenciosa, que insucessoooo até para a cautelosa e intitulada ninja, pois elas, as folhas te revelam a cada pisada graciosa, não tem jeito. E se da vida o melhor é colher desejos, melhor também é ignorar as espadas em línguas afiadas que não são de ninjas, pra que as quero? Então, o que fazer? Se deixar... Simplesmente.


Autora: Rubia

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Hino




Pessoas digam de mim o que desejarem... Se em alguns momentos me refugio, se procuro a noite e a sua sombra, o seu obscuro, o seu calafrio e o sereno que embaça os olhos, é para me resguardar. Encolho-me na mais profunda interiorização em busca do balsamo secreto, esse recolhimento não me deixa a margem de nada, estou atenta! Se ainda assim, quiseres dizer de mim... Estejam à vontade. Mesmo que eu não seja “ouvido”, serei complacente com a opinião de todos e me farei “boca” num lindo sorriso, mas não mudarei meu jeito de ser.
Se o meu momento for de atravessar desertos, irei à busca do Oásis, estarei leve, areia fina entre os dedos dos que pensam que me aprisionam com seus rótulos e preconceitos. Correrei mundo, serei vôo constante, e o vento será minha única companhia na aventura de ir, assim desbravarei os recantos do mundo gigante que não se esgota e não se dilui, apenas dorme em mim... Dorme em mim...
Saibam pessoas, a minha janela tem cortinas finas e estará sempre aberta, podem entrar com o sol, a noite enluarada, o assobio do vento ou com suas dúvidas e seus medos...
A disposição para os amigos é constante, mesmo os de opinião diferente, que se bifurcam num caminho qualquer, não me aflora os ânimos, respeito à diversidade de opiniões, respeito...
Então, digam o que desejarem! Sou melodia e assim como a melodia, sou conjunto de notas formando uma escala musical e, por conseguinte, meu hino.


Autora: Rubia

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amiga SOS Lemos





Pessoa ímpar é difícil de mensurar, porque pessoa impar não tem começo, nem meio, nem fim, é pessoa circular, aquece num abraço, num olhar e basta uma palavra para nos trazer a PAZ, são mesmo indefiníveis, desencadeantes de tudo que é bom...
Essas pessoas nos invadem no silêncio gritante das nossas almas e trás consigo tanta luz, tanta paz as nossas angustias que nos harmoniza e nos acalma. São pessoas raras, iguais a pedras preciosas ainda escondidas em alguma rocha mãe, tem um valor imensurável...
Geralmente são pessoas tímidas, discretas, mas tão imensamente humanas que seus possíveis defeitos são invisíveis diante de tanta graça, sabedoria, ternura e quantos mais predicados existir. Elas são conhecedoras do nosso olhar, da nossa expressão corporal e da nossa alma, pessoas caras não têm distancias, viajam no pensamento, na cumplicidade do olhar, num meio sorriso, ou num sorriso e meio.
O dia pode está uma chatice, mas o telefone toca, muitas vezes nem são novidades, mas empolga e nos faz feliz. Ter ao nosso redor pessoas que fazem a diferença é realmente muito bom, por esse motivo compreendi na casa de alguns anos que a experiência nos trás, que não precisamos de um montão deles, basta um, dois ou três, mas que seja realmente aquele amigo, que quando o seu mundo está escuro, a luz da sua sabedoria, do seu sentimento fraterno, trás o sol para o nosso dia e tudo fica bem. Conhecemos realmente um amigo quando o sentimos inserido no melhor de nós.
Beijo enorme amiga!

Autora:Rubia

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Outubro, meu espelho...

Mais um ano. Espelhoooooo fique bem longe de mim, não te preciso. Ou será que te preciso? Tenho que decidir? Precisooooooo! A minha vaidade precisa olhar minúcias, conferir verdades, checar o brilho e a rigidez... Outubro que se guarda e se revela há décadas, outubro das renovações e checagens, outubro que me queres ver inteira e fragmentada...
No espelho de outubro me vejo sempre diferente dos outros meses, evaporo desejos, me sinto mais próxima do fim, mas termino não dando confiança ao espelho de outubro, porque todo fim pode ter outros começos, e eu adormeço pra sonhar meus sonhos reais. Então, que venha outubro e seu espelho e me veja: Intuitiva ou confusa, doce ou feliz, gritante ou expansiva, boba, louca ou aprendiz. Será que necessariamente nessa ordem? Creio que não, não necessariamente finita, apenas atravessando opostos existentes no clarão das ideias nascentes no córrego do meu jardim de rosas vermelhas e girassóis...
Outubro sabe dos meus dilemas de cada ano, das minhas crenças, dos meus delírios. O espelho me faz ver que cada outubro é diferente, algo sempre muda e mutante procuro ser para acompanhar de forma participativa e crítica qualquer trajetória. De outubro a outubro encaro o espelho criticamente, e o espelho me mostra além do que está aparente, me mostra indefinida. Em outubro questiono mais, deliro mais, fico mais frenética e impaciente. Sou igual a uma enorme árvore de um só tronco com seus múltiplos galhos e suas folhas amareladas, novas, verdes, vivas. ¿Sou? Sim! Verdes, vivas são a minha busca e teimosia, a minha impaciência, o meu descontrole de medos extremos que serve para abastecer a curiosidade em desvendar tesouros, em desvendar meus “Eus” no meu silencio e no meu grito.
Ao espelho de outubro confidencio: Sou, sou, sou o que quero ser, se pondero é porque quero se vou é porque quero o meio termo entre ir ou ponderar, eu decido, eu decido! Outubro, meu espelho, sou completude.






Autora;Rubia

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Sou simples e disposta para as boas coisas. Amo o belo, mas a minha admiração maior é na alma. Por isso eu escrevo, e como diz Clarice... "Escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...” Então, eu vou desabrochando a cada dia, com esperança, determinação, amor no corazón, tecendo minha vida, tal como uma linda aranha tece a sua fenomenal teia... Escrevo, sobretudo, "Porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"... Romântica? Profunda? Complexa? Não sei, traduza-me...