sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

(Des) coberta






Meu nome é de significado hebraico, amarga, amargosa... Mas na sonoridade tenho o doce das palavras, sabor de chiclete com hortelã, ou com bananaaaaa! Sou de esquisitices, de inventar desejos, mas não sou de perplexidades, sou tranquila.
Eu tenho repentes de menina boba que voa em bolas de sabão, mas a mulher que me abastece os significados é sempre (des) coberta. Coberta que aquece (des) que revela... coberta que esconde, (des) que acode...


Autora:Rubia

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dados



Quando estou indecisa, jogo os dados, olho para o lado, ou lados... Eles (os lados) sempre me socorrem, os lados e suas possibilidades, os lados e seus obscuros indefinidos, os lados e seus clarões de luz, os lados e a fumaça dos becos...
Nessas horas, ninguém me salva, a não serem os lados... Os lados dos dados rolam e a surpresa é o acaso, é a coragem de ver o que será o que terá o que trará... Que número? Como não sou do tipo de não ter coragem, a coragem de ir ou de ficar, de ser tudo ou não ser nada, formar, evolui e transformar está em mim...
Mas, sei... Quando estou indecisa sou um perigo, inflamável demais, para não explodir mergulho no oceano e vou cada vez mais fundo... Fico submersa... Iceberg. E os dados vermelhos? são apenas uma feliz coincidência...

Autora;Rubia

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pensamentos...

Acho que Yo soy asi, TOLA! Mas, não tente conhecer apenas fragmentos de mim, isso é pouco, insira-me num contexto maior... (Rúbia)

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Sei lá, sei lá, sei lá... Sou mulher, tenho em mim sensibilidades (Rúbia)


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Sou expectativa ambulante e minha esperança de superação é imensa, jamais será natimorta, é luz, é fogo, é vida, é paz, terá sempre recomeços, sempre! (Rúbia)


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À medida que o tempo passa, cismo com tantas coisas, agora dei pra sorver girassóis, me encanta a flor, a sua cor amarelada, sua energia, dizem que de todas as flores são as mais felizes! (Rúbia)


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...Quando escrevo, me dou asas, sou muitas, sou generosa... Procuro falar da alma e sua subjetividade e quando materializo o pensamento me sinto feliz, as linhas preenchidas me completam, faz preencher os vazios que não estão somente no papel. (Rúbia)


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...Acho recompensador quando sinto meus olhos sorrirem, os olhos podem tudo, acreditem! Até sorrir! (Rúbia)


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...Não existe em nós superficialidades, gostamos de ir até a profundeza de nós mesmos e desatar o nó do laço. (Rúbia)

Autora:Rubia

domingo, 11 de janeiro de 2009

Lucas



As constantes mudanças que ocorre em nossas vidas são necessárias na ascensão de um status para outro dentro de uma sociedade. Essas celebrações de transição, denominadas ritos de passagem são responsáveis pelo reconhecimento e aceitação da cultura a qual o indivíduo está inserido. Nós, pessoas humanas simbolicamente nascemos muitas e muitas vezes em experiências variadas e necessárias a nossa evolução social, passamos por diversos ritos.

Essas diversas formas de iniciação são o nosso passaporte para mais além, nos contextualiza e nos apresenta ao nosso meio. A vasta literatura Antropológica define bem o que representa para cada sociedade essa construção simbólica.
O nascimento especificamente é um exemplo de rito de passagem, o novo ser após o nascimento, passa a ser um legitimo integrante de num determinado núcleo familiar.
Esse processo de meses de espera, normalmente desejado e aguardado com muitas expectativas é agraciado pela alegria na chegada do novo ser. Diria que é um momento mágico, sublime, momento de Deus em nós... Por isso nos chocamos tanto com abandono de recém nascidos em latas de lixo, em valas... Chocante!
A luz de uma nova vida traz a todos da família do anunciado, mudanças significativas, é um crescimento mútuo, prazeroso, repleto de descobertas e amor... Amor... Amor de mãe, de pai... O novo rebento, ainda frágil e dependente de nós, sem vontade própria, sem pronunciar uma única palavra, torna-se o ser mais importante de nossas vidas.
Nesses dias pude mais uma vez comprovar e sentir a áurea mágica do amor, do amor puro de pai e mãe, quando nasceu um ser vitorioso, luminoso, cheio de brilho, luz, por isso denominado brilhante... Na certa não veio ao mundo para ser apenas mais um, mas para ser Lucas o iluminado!

Autora:Rubia

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

(Des) Alinho



Não desejo correntes cromadas, descuido no traje... (Des) Alinho.
Do substantivo masculino nada quero a não ser a sua liberdade em desfazer o que faz sentido.
Quero me fazer grande e desordenada, sem meio, começo e muito menos fim, quero seguir o meu caminho, pois que graça haverá em retas sem sinuosas curvas?
Quero preencher os meus espaços vazios, me organizar em palavras, mesmo que o meu silêncio fale mais, diga mais, grite mais, asa quebrada...
Sou impulsiva, quando desejo conhecer algo em mim ou em outros, abro a caixa de pandora, não me importa o feitiço, (des) alinho.

Autora:Rubia

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Quem sou eu

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Sou simples e disposta para as boas coisas. Amo o belo, mas a minha admiração maior é na alma. Por isso eu escrevo, e como diz Clarice... "Escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...” Então, eu vou desabrochando a cada dia, com esperança, determinação, amor no corazón, tecendo minha vida, tal como uma linda aranha tece a sua fenomenal teia... Escrevo, sobretudo, "Porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando"... Romântica? Profunda? Complexa? Não sei, traduza-me...